Ficha Técnica do Artigo
Título Original: Research Proves Your Brain Needs Breaks (Pesquisas comprovam que seu cérebro precisa de pausas).
Ano de Publicação: 2021
Link para o original: https://www.microsoft.com/en-us/worklab/work-trend-index/brain-research
A ideia em 1 minuto
Pesquisas da Microsoft mostram que reuniões virtuais consecutivas são estressantes e podem diminuir a capacidade de foco e engajamento das pessoas. Um estudo com 14 participantes, usando um equipamento de eletroencefalograma (EEG), comparou sessões de reuniões com e sem intervalos. Os resultados mostraram que pequenas pausas permitem que o cérebro se “reinicie”, reduzindo o acúmulo de estresse. Além disso, com os intervalos, a atividade cerebral mostrou um maior engajamento dos participantes. A transição direta de uma reunião para outra também causa picos de estresse, que são aliviados pelas pausas. Para ajudar com isso, o Microsoft Outlook agora permite que indivíduos ou organizações configurem automaticamente reuniões mais curtas, criando assim esses intervalos essenciais. O objetivo é ajudar as pessoas a desenvolverem novas normas culturais de bem-estar.
Conceitos importantes
Reuniões Virtuais Consecutivas: São videoconferências que ocorrem uma após a outra, sem tempo de intervalo entre elas. O artigo aponta que essa prática é estressante e se tornou uma marca registrada da era da pandemia para muitas pessoas.
Fadiga em Reuniões: É o esgotamento causado por reuniões virtuais contínuas. O documento afirma que essa é uma preocupação urgente na nova era de trabalho remoto e híbrido.
Eletroencefalograma (EEG): É um equipamento, na forma de um “boné” com sensores, usado para monitorar a atividade elétrica no cérebro de uma pessoa. Foi utilizado no estudo da Microsoft para examinar como os humanos interagem com a tecnologia.
Ondas Beta: Estão associadas ao estresse. O estudo mostrou que a atividade média das ondas beta aumenta durante reuniões consecutivas , mas diminui quando há pausas.
Assimetria Alfa Frontal: É um padrão de ondas cerebrais usado para avaliar se as pessoas estão engajadas ou retraídas. No estudo da Microsoft, os participantes que faziam pausas apresentaram assimetria positiva, associada a um maior engajamento , enquanto os que não faziam pausas tiveram assimetria negativa, ligada a um maior retraimento.
Pausas: O estudo comprovou que intervalos curtos entre as reuniões são uma solução simples para o estresse. As pausas permitem que o cérebro se “reinicie”, reduzindo o acúmulo de estresse e melhorando a capacidade de foco e engajamento.
Picos de Estresse: A pesquisa observou que a transição direta de uma reunião para outra causa picos de estresse. Fazer pausas entre as conversas ajuda a aliviar esses picos.
Pontos fortes
Validação do Estresse em Reuniões Virtuais: A pesquisa confirmou, por meio de dados concretos, o que muitas pessoas já sentiam por experiência própria: reuniões virtuais consecutivas são estressantes. Michael Bohan, diretor sênior do grupo de Engenharia de Fatores Humanos da Microsoft, afirma que o estudo torna visível e mensurável o estresse e a fadiga que as pessoas sentem.
Identificação de uma Solução Simples e Eficaz: O estudo não apenas identificou o problema, mas também apontou uma solução prática: pausas curtas entre as reuniões.
Melhora no Foco e Engajamento: A pesquisa mostrou que as pausas não só aliviam o estresse, mas também melhoram a capacidade de foco e o engajamento dos participantes durante as reuniões. A assimetria alfa frontal foi usada para avaliar o engajamento, com resultados positivos para aqueles que faziam pausas.
Neutralização do Estresse Cumulativo: O estudo comprovou que as pausas permitem que o cérebro se “reinicie”, evitando o acúmulo de estresse ao longo de várias reuniões. Para os participantes que fizeram pausas, o nível de estresse se manteve estável mesmo após quatro videochamadas.
Mitigação dos Picos de Estresse: A pesquisa revelou que a transição abrupta de uma reunião para outra causa picos de estresse. As pausas, por outro lado, aliviam esses picos e tornam a transição entre as conversas menos estressante.
Aplicabilidade Prática e Inovação: As descobertas do estudo foram aplicadas diretamente nos produtos da Microsoft. As configurações do Outlook foram adaptadas para permitir que reuniões sejam encurtadas automaticamente, criando os intervalos essenciais.
Limitações
As limitações do estudo não são detalhadas de forma explícita, mas é possível inferir algumas a partir da metodologia e das informações fornecidas:
Tamanho da Amostra: O estudo foi realizado com apenas 14 participantes. Esse número é bastante pequeno e pode não ser representativo da população em geral, especialmente considerando a diversidade de funções e culturas de trabalho.
Amostra de Participantes: O estudo envolveu “muitos funcionários em diferentes funções ao redor do mundo”, mas os participantes do estudo de EEG foram apenas 14 pessoas. Além disso, todos os participantes que faziam pausas realizaram a mesma atividade (meditação com o aplicativo Headspace). Isso pode não refletir o que as pessoas fariam em uma pausa de fato, o que poderia influenciar os resultados.
Duração e Contexto: A pesquisa se concentrou em sessões de quatro reuniões de meia hora em dois dias consecutivos. Essa é uma simulação controlada e pode não refletir a realidade de um dia de trabalho completo, que inclui outras tarefas além das reuniões.
Resultados
Pausas reduzem o estresse: Reuniões consecutivas aumentam o estresse, mas pequenas pausas permitem que o cérebro se “reinicie”, mantendo os níveis de estresse estáveis.
Melhor foco e engajamento: Os intervalos também melhoram o engajamento e a capacidade de foco, enquanto a falta deles pode levar ao desinteresse.
Transições menos estressantes: A transição direta entre reuniões causa picos de estresse , mas fazer pausas ajuda a suavizar e aliviar esses picos.
Da teoria à prática: o que isso muda para mim hoje?
Ação de Pensamento Crítico:
Limitações Metodológicas: Considere que, no estudo, os participantes fizeram a mesma atividade (meditação) durante as pausas. Isso levanta a questão se qualquer tipo de pausa teria os mesmos resultados. Será que fazer uma pausa para esticar as pernas ou tomar um café teria o mesmo efeito de “reinicialização” que a meditação?
Ação de Aprendizagem Ativa:
Monitore seu Engajamento: Use as informações do estudo como um lembrete para se autoavaliar. Se você perceber que está se sentindo “retraído” ou menos engajado durante uma reunião, lembre-se da importância das pausas e, se possível, faça uma rápida para retomar o foco.
Incentive a Cultura de Pausas: Seja a pessoa que, em equipe, valoriza, incentiva e respeita o momento de pausas de todos. Não há nada mais “ansiogênico” do que observar olhares de reprovação ao fazer uma pausa para relaxar.
Para ir mais a fundo
Assista o TEDX da Dra. Saundra Dalton-Smith, que é médica e palestrante com foco em prevenção do Burnout e resiliência.
https://www.youtube.com/watch?v=ZGNN4EPJzGk
Competências relacionadas
Faça login para participar da conversa.